Saúde e bem estar

HIV/Aids: fazer o teste também é uma forma de se prevenir

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Usar preservativo continua sendo a melhor estratégia para se proteger da doença. O conselho vale inclusive para os jovens, que vêm se descuidando e contraindo o vírus com mais frequência. Mas, se a prevenção falhar, hoje em dia existe uma segunda chance de preservar a saúde -- até uma terceira. Para aproveitá-las, é preciso encarar a situação e agir rápido. Guarde bem essas informações:


O assunto é com você, sim


Já assistiu a Bohemian Rhapsody, que narra a trajetória da banda Queen e do cantor Freddie Mercury no cinema? Elogios à produção e à trilha sonora à parte, a história também mostra o efeito devastador do vírus em quem contraía Aids nos anos 80.
Guarde na memória esse drama e o impacto da doença sobre o organismo. Mas apague os estereótipos e a imagem mental do corpo esquálido, do abatimento, das manchas evidentes no corpo, à mercê da estigmatização e do preconceito.
O HIV não tem cara, não está mais estampado no rosto, graças à evolução dos tratamentos. “Também está longe de ser um problema restrito a usuários de drogas injetáveis, pessoas que recebem transfusão de sangue ou de homens homossexuais, como se acreditava antigamente. Qualquer pessoa pode se infectar ou transmitir”, avisa a Dra. Bianca Miranda, infectologista do Hospital Samaritano Higienópolis (SP).
É justamente porque a Aids mata menos e porque as referências a Cazuza e Freddie Mercury vêm ficando nas gerações passadas que a ameaça cresce. Isso justifica, por exemplo, por que a incidência vem aumentando entre meninas de 15 a 24 anos.
Daí a importância de entender por que o conceito de prevenção é mais amplo nos dias atuais e as oportunidades que as pessoas têm de viver bem, mesmo quando a prevenção primária falha e a exposição ao vírus acontece.


Está com quem?

  • 866 mil pessoas têm HIV no Brasil
  • São cerca de 40 mil novos casos por ano
  • Cerca de 136 mil pessoas soropositivas desconhecem essa condição.
  • 7 mil mulheres jovens, de 15 a 24 anos, são infectadas por semana no mundo. 
  • Os homens jovens são os mais acometidos. 73% dos novos casos ocorrem no gênero masculino, sobretudo entre 15 e 39 anos.

Fontes: Ministério da Saúde; Unaids.

Três oportunidades de prevenção

 

Prevenção primária: o uso de preservativo é o padrão ouro de segurança. Claro, ele é uma barreira física que impede o contato com secreções e sangue, portanto, com o vírus. Por isso, especialmente com parceiros eventuais, o ideal é usar sempre. “Mas pessoas que não são portadoras do vírus e cujos parceiros são soropositivos e indivíduos que não são disciplinados com o uso de preservativo são elegíveis à profilaxia pré-exposição, conhecida como PrEP”, explica a Dra. Bianca. Trata-se de um composto a ser tomado antes do contato sexual, a fim de evitar que o vírus infecte o organismo. Mas atenção: segundo o Ministério da Saúde, ele só é eficaz se for tomado diariamente e passa a fazer efeito após sete dias, para relação anal, e 20 dias, para a vaginal. E o alerta mais importante: “o medicamento não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis, a exemplo da sífilis, da clamídia e da gonorreia, cuja prevalência vem crescendo”, alerta a médica. 

 

"Antídoto" contra o vírus: se, por acaso, um deslize ou acidente acontecer e você suspeitar de contato com o HIV, é preciso agir rápido. “Procure um serviço de saúde e solicite a profilaxia pós-exposição, um medicamento que evita a infecção pelo micro-organismo”, esclarece a Dra. Bianca. “Mas, atenção: o ideal é que a medicação seja administrada, preferencialmente, em até duas horas após o contato. Ou então, no prazo máximo de 48 horas”.

 

Diagnóstico precoce : esqueceu o preservativo, não tomou a PrEP, perdeu o prazo da profilaxia pós-exposição? Ainda há o que fazer para se manter saudável. Por menor que seja a dúvida sobre o contágio, é necessário fazer o teste. Isso vale para qualquer pessoa que tenha mantido relações sexuais sem preservativo ou tido contato com sangue de outras pessoas. Vale frisar que a recomendação não se restringe a quem tem muitos parceiros eventuais ou abre mão da proteção com frequência. “Uma única suspeita em relação ao próprio cuidado ou ao comportamento do parceiro fixo já justifica a precaução”, avisa a médica. 


Por que encarar o exame logo?


Se antes o diagnóstico de Aids era uma sentença de adoecimento e morte, hoje a situação é bem diferente. Se o tratamento for introduzido em fase inicial, é possível manter o vírus em silêncio. Segundo o Ministério da Saúde, 81% dos pacientes em terapia têm a carga viral suprimida. Isso quer dizer que eles também não transmitem a doença para seus parceiros sexuais nem para seus filhos, no caso de mulheres gestantes—por essa razão, é rotina médica solicitar dois testes ao longo de qualquer gravidez.
Em outras palavras, detectar o HIV não quer dizer que a pessoa vai perder a vida, interromper suas relações sexuais ou o sonho de gerar descendentes. O perigo é descobrir tarde, quando a infecção já tomou conta do organismo e os danos são irreversíveis.
Outro argumento forte é que saber da doença permite prevenir outras enfermidades às quais uma pessoa soropositiva é mais suscetível. “É o caso das doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, da insuficiência renal, do diabetes e das hepatites, entre outras”, pontua a infectologista. “Com acompanhamento adequado, dá para minimizar os riscos de elas aparecerem ou desacelerar sua progressão”, conclui.
Vale a pena vencer o medo e conhecer a verdade, não vale?

 

 

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